Os preços dos carros seguem em queda no mercado brasileiro. Segundo dados divulgados pela B3, os automóveis zero-quilômetro apresentaram, em julho. um custo médio de transação 1,2% mais baixo quando comparado com junho.
As quedas mais acentuadas para os modelos novos ocorreram em picapes compactas (-2,3%), picapes intermediárias ou derivadas de carros (-1,5%) e hatchbacks (-1,4%). Por outro lado, picapes médias (-0,2%), SUVs (-0,7%) e crossovers (-1,2%) foram os que menos depreciaram em um mês.

No acumulado de 12 meses, a variação média dos preços no mercado de carros novos ficou em -4,7%. Entre as desvalorizações mais acentuadas por carroceria estão: picape compacta (-9,4%), crossover (-5,3%) e SUV (-4,4%). As menores reduções foram encontradas nas picapes médias (-1,3%), hatchbacks (-3,4%) e picapes intermediárias (-4,3%).

Carros usados
No mercado de usados, julho apresentou queda média de 1% na comparação com o mês anterior. As maiores quedas ocorreram entre SUVs (-1,6%), crossovers (-1,5%) e picapes médias (-1%). Na contramão, estão os sedãs (-0,6%), picapes intermediárias (-0,6%) e hatchbacks (-0,7%).
No acumulado de 12 meses, a variação média dos preços também ficou em -4,7%, com as maiores retrações concentradas em SUVs (-8,2%), picapes compactas (-7,6%) e crossovers (-7,6%). Hatches (-1,2%), picapes intermediárias (-2,1%) e sedãs (-2,6%) registraram as menores quedas.

Qual o motivo das reduções nos preços?
Nos últimos meses, o mercado brasileiro observou um movimento em que as montadoras reduziram os preços de carros novos em até R$ 55.000, mesmo em modelos recém-lançados.
Especialistas ouvidos por QUATRO RODAS explicam que esse movimento pode ser explicado pela guerra de preços ocasionada pelos novos automóveis chineses que chegaram no mercado recentemente e pela estratégia de “preço sem risco”, a qual as montadoras querem capitalizar um lançamento, mas têm o receio que isso não funcione, então prorrogam descontos de pré-venda após colocá-lo no mercado.
O reposicionamento de preços de carros novos afeta diretamente os carros seminovos e usados, que estão sofrendo uma desvalorização, como observado nos dados da B3.


